• Comunicação Rech

Substituindo a dor pela lembrança



Não existem fórmulas mágicas ou receitas infalíveis para lidar com o luto e sim pensamentos e atitudes que nos auxiliam nessa longa caminhada. 


Entramos no luto, sofremos e temos que aprender a lidar com a ausência e com a distância. Cada pessoa tem o seu tempo, e precisamos estar livres, sem cobranças e especulações até conseguirmos nos adaptar e aprendermos a sobreviver sem a pessoa que se foi. 


O “se” e o “quando” não nos ajudam em nada nesse momento, pelo contrário, essas palavras nos ferem como um punhal.


Não acreditamos no que aconteceu, não queremos falar sobre o assunto, temos falta de energia e alterações no sono, no humor e no apetite, o que nos leva a um isolamento e distanciamento do presente.


No luto, a busca pela cura da dor começa a ser frenética. Permita-se sofrer, ficar triste, desesperar-se, reclamar, perguntar, chorar, chorar e chorar. Fale, mas fale muito, sobre o que está sentindo. Fale sobre todas as emoções, sentimentos e dúvidas. 


Procure um familiar, um amigo ou um profissional. Escreva diários ou cartas para quem o coração pedir, relatando suas emoções, expectativas e sentimentos. É chegada a hora de sentir falta, desespero, desesperança, desatenção e saudade. Reviva momentos bons e de alegria, porque o tempo que vocês estiveram juntos foi um presente. O passado está ali para ser visitado e o amor que sente pela pessoa que partiu continuará o mesmo. Agora vocês não são duas pessoas e sim uma só.


Uma mistura de sensações e emoções acontece como uma avalanche. Um dia você acorda triste, logo depois esboça um sorriso e dorme chorando. Às vezes nos pegamos sorrindo e nos culpamos por isso, pois como posso sorrir? 


E eu te respondo: Você pode sorrir, porque teve uma vida com a pessoa que se foi e as lembranças boas estão aqui. Quando toca uma música ou sentimos um cheiro, às vezes não conseguimos controlar as lágrimas. E está tudo bem, porque temos o direito de termos uma montanha russa dentro do peito, e ela se chama luto. O que precisa ficar claro é que não precisamos ter vergonha de sofrer.. O sentimento é seu, cuide dele, cuide de você e lembre-se que não precisa passar por tudo isso sozinho.. 


A partir do momento em que conseguimos sentir saudades sem a sensação que o mundo irá desabar, aí sim podemos dizer que reaprendemos a viver. As lembranças ocupam o lugar do desespero e do desamparo. Claro que lágrimas ainda aconteceram, mas os sorrisos também. A fé, a vontade de estar próximo das outras pessoas e planejamento para um novo futuro começa a acontecer.


Caso perceba que o sofrimento e o luto estão extensos demais te incapacitando e que não consegue seguir em frente, com o seu emprego, filhos, irmãos, casamento, procure um auxílio psicológico ou um psiquiatra para que consiga ter um amparo para elaborar esse processo. O luto é necessário e primordial para que consigamos continuar nossa caminhada, sem tempo pré-determinado, mas que pode ser amparado e cuidado. 


A vontade de abraçar, a vontade de ganhar e dar mais um beijo estará sempre presente. E junto com estes desejos, estarão também, a certeza que vivenciamos esses papéis e que podemos falar desses sentimentos com propriedade, com orgulho, com a certeza que seremos para sempre unidos!

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Nossa equipe das Organizações Rech

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